quinta-feira, 13 de março de 2014

Resenha: Sob a Redoma - Stephen King

Esta belíssima obra compreende numerosas 960 páginas de suspense. Foi escrita por Stephen King, publicado no Brasil pela editora Suma de Letras. E tornou-se um sucesso mundial, gerando algumas divergências de opiniões.
Num sábado que tinha tudo para ser calmo como os anteriores, a pacata cidade de Chester’s Mill fica envolta por uma redoma. Esta invisível, mas não intangível. Ninguém sabe de onde vem e nem como destruí-la. Pessoas se desesperam enquanto outras veem a oportunidade de assumir o poder.
O autor não teve preguiça na hora de criar a sua lista de personagens. Aqui vemos jornalistas, religiosos, vereadores, atendentes, policiais, fazendeiros, médicos e assim por diante. Cada um com sua característica peculiar, como os adolescentes Joe McClatchey, Norrie Calvert e Benny Drake – os quais são muito curiosos -, Dale Barbara que se mostra desconfiado de determinada figura política, Jim Rennie Junior - que tem tumor no cérebro, assim tendo ataques explosivos às vezes -, entre outros.
O fator chave do livro não é redoma, por mais que esta tenha agravado quase todos os acontecimentos do livro, e sim como as pessoas vão agir em relação a ela. Intrigas, estupros, mortes, acidentes foram um dos motivos que me fizeram dar cinco estrelas para “Sob a Redoma” e torna-lo um dos meus livros favoritos no skoob.
Entretanto, há coisas que me incomodaram um pouco, assim como outras pessoas que já o leram. Como por exemplo, o desfecho. Tantos agravantes e tantas reviravoltas para no final ser tão simples, tão vago. Entendi o porquê de ser esse o encerramento desta “novela”, mas não me convenceu. Não consegui gostar do final.
Porém não posso dizer o mesmo da escrita de Stephen King. Prendeu-me a quase todos os momentos. Este foi o primeiro livro que me fez virar a noite lendo, e acabá-lo com a respiração apurada. Nunca me imaginei nessa situação. Quase em todas as páginas têm se um novo acontecimento intrigante, podendo ser uma conversa até uma morte.

Escrevi várias coisas sobre o livro e sei que não chega nem perto do quão bom ele é. Você precisa parar o que está fazendo e ir urgentemente lê-lo. Não se assuste com o tamanho, as páginas voam. Desde o começo tem ação no livro, não há porque negligenciar essa leitura. Aprovada.

“ ... Nada disso aconteceu, e todos nós sabemos por quê: por causa da Redoma que agora isolou a nossa cidade do resto do mundo. Mas o devido processo legal e o bom-senso também ficaram de fora? Por mais chocante que seja o crime, acusações sem provas não bastam para justificar o modo como Dale Barbara foi tratado nem explicar a recusa do novo chefe de policia a responder as perguntas ou a permitir que essa repórter verificasse se Dale Barbara ainda está vivo, embora o primeiro vereador Andrew Sanders, pai de Dorothy Sanders, recebesse permissão não só de visitar esse preso sem acusação formal como de vilipendiá-lo ... ”
Página 541
“Sob a Redoma, todo tipo de coisa seria possível.”
Pagina 488.

            “ – Paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas palavras não me atingem – disse ela. A verdade absoluta. Se palavras pudessem feri-la, Jim Rennie a teria mandado para a UTI depois da reportagem que fez sobre aquela auditoria estadual ridícula de três anos atrás.”
Página 117.






segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Resenha: A Esperança - Suzanne Collins!!!



Esse é o terceiro volume da aclamada trilogia Jogos Vorazes. Foi escrito por Suzanne Collins, publicado no Brasil pela editora Rocco e tem 424 páginas. “A Esperança” gera muita polêmica pela maneira como encerrou a série, mas acalme-se, já vou escrever sobre isso. Primeiramente vamos falar sobre o enredo.

Neste livro, Katniss Everdeen é levada ao Distrito 13. “Mas Luiz, o Distrito 13 não tinha sido destruído?” Bem, na verdade não. Eles fizeram um certo acordo com a capital para que eles vivessem à parte. Ali, teriam suas próprias regras, no entanto não poderiam aparecer em público, de modo a ser um sociedade subterrâneo.
Assim como muitos leitores, Katniss também leva um susto. Ela quer ver como ficou o seu antigo lar, Distrito 12, após o ataque dos Pacificadores. Após ver o seu estado, a protagonista volta para o “novo” distrito. Lá conhecemos alguns personagens, como a Presidente Coin que é vista por muitos como uma vaca.
As polemicas começam quando Peeta Mellark aparece na televisão falando para os rebeldes pararem com a revolução. Isso só desperta mais a fúria dos moradores do Distrito 13, que acreditam que ele é um traidor. Katniss recebe a função de ser o Tordo (símbolo) da revolução. E devido à alguns agravantes ela pede uma condição para tornar-se o grande símbolo.
De todos os três livros, “A Esperança” é o meu favorito, por mais que eu não tenha gostado de seu desfecho. Aqui temos mais ação, mais lutas e o clima se torna extremamente tenso. Porém, Collins desenvolve a história do mesmo modo que os outros volumes, com um começo parado e só a partir das cem primeiras páginas começar as aventuras.

Alguns personagens estão diferentes dos outros livros, como os “Queridinhos” das leitoras, Finnick Odair e Peeta Mellark. Entretanto, há outros que nos vão fazer chorar, como Primrose Everdeen, nos fazer idolatrar como Katniss e falar mal como Coin. Todos por sinal bem construídos.
­­­­­Sobre o desfecho, concordo com muitos leitores que a história poderia parar no exato momento da flechada da protagonista. Assim, seriam feitas mais especulações do que poderia acontecer com Peeta, Gale e Katniss. E não um final clichê, dando ao casal final apenas loucura e pesadelos como castigo. Achei de certa forma forçado o desfecho de uma série tão amada no exterior.
A leitura deste livro é recomendada para todos que já leram os dois volumes anteriores, “Jogos Vorazes” e “Em Chamas”. Pois contém spoilers do segundo. Caso você esteja curioso e não leu os outros volumes, somente viu os filmes, vai entender os acontecimentos deste livro. Mas claro, ler o livro é muito melhor que ver o filme. Abraços.
“- Eu não sou escravo deles – murmura o homem.
- Eu sou – digo. – Foi por isso que matei Cato... E ele matou Thresh... e ele matou Clove... e ela tentou me matar. E por aí vai, e por aí vai, e quem é que vence? Com certeza não somos nós. Não os distritos. Sempre a Capital. Mas estou cansada de ser uma pecinha nos jogos deles.”
Página 233.