quarta-feira, 19 de março de 2014

Resenha: Perdão, Leonard Peacock - Matthew Quick

            Perdão, Leonard Peacock contém 224 páginas, foi escrito por Matthew Quick e publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Após o sucesso de “O Lado Bom da Vida”, os fãs deste autor não perderam tempo e leram esse seu outro sucesso de vendas.
Aqui temos um adolescente em plena data de seu aniversário de dezoito anos, Leonard Peacock. Desde o começo sabemos que ele pretende se suicidar neste mesmo dia. A princípio, o enredo parece ser um tanto dramático, mas Matthew Quick consegue trazer vários fatores reais e visíveis na nossa atual sociedade, que a história te surpreende com algumas lições.
Ao longo da trama conhecemos outros personagens como: Linda, Lauren, Walt, Asher Beal, Herr Silverman, entre outros. Também sabemos o porquê das desavenças e das proximidades entre o protagonista e eles. Descobrimos tantas coisas sobre a vida de Leonard que é quase impossível não se identificar com apenas alguma coisa.
Digo para os fãs de “O Lado Bom da Vida” que não leram este livro, corram para lê-lo. Porque achei muito melhor que o anterior citado. Tanto nos personagens quanto nas ocasiões que aqui existem.
O final não foi muito surpreendente, mas não pode ser desmerecido. Ocorreram momentos em que mesmo com olhos fechando de sono não conseguia dormir. Outros que eu ficava nervoso junto com Leonard ou com Silverman. É fato que eu me apeguei um pouco com os personagens.
Se este livro teve falhas, eu não as percebi. Pois foi tão bem escrito e desenvolvido que os erros foram imperceptíveis. Assim ocorre com a arte feita no livro. Não só na capa, mas na diagramação também. Há momentos em que temos ela toda mudada para representar melhor o que se está passando na cena. Algo que eu adorei.
A capa representa o assunto que trata o livro. A angustia de Leonard, o seu sofrimento, suas ideias e descobertas. O título foi uma sacada de mestre. Onde temos o protagonista pedindo perdão por seus erros cometidos. Um livro muito bom que vai te fazer pensar.
“O valor das obras de arte sempre sobe quando o artista é associado a coisas ruins, do tipo cortar a própria orelha, como Van Gogh, ou se casar com a prima adolescente, como Poe, ou fazer seus seguidores matarem uma celebridade, como Manson, ou mandar atirarem as suas cinzas pós-suicídio de um imenso canhão, como Hunter S. Thompson, ou ser vestido de menina pela mãe, como Hemingway, ou usar um vestido feito de carne crua, como Lady Gaga, ou sofrer coisas inomináveis ao ponto de matar um colega de classe e meter uma bala na própria cabeça, como farei hoje, mais tarde.”

Página 10.




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Resenha: O lado bom da vida - Matthew Quick - Livro / filme.

Este livro foi escrito por Matthew Quick, a sua editora é a Intrínseca, tem 254 páginas. O lado bom da vida se tornou um grande sucesso logo depois que foi anunciado que seria feito um filme deste, estrelado por Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro.

O livro conta a história de Pat Peoples (Bradley Cooper), um homem com um transtorno bipolar grave. Que quer se tornar uma pessoa melhor para que Nikki, a sua ex-mulher, o aceite. Ele passa anos numa clínica psiquiátrica, e volta decidido a se corrigir. Virou um viciado em exercícios físicos, leu alguns clássicos que Nikki apresentava a seus alunos, como os escritos por Hemingway, Fitzgerald entre outros. Nessa maratona de reeducação, Pat conhece Tifanny (Jennifer Lawrence), irmã de Veronica, mulher de Ronnie (amigo de Pat).
Tifanny ajuda Pat a supostamente reencontrar Nikki, pois, segundo Tifanny ela a conhece. Então, os dois começam a ser cada vez mais amigos, sempre se encontrando para conversar ou para treinar passos de dança. E quando você vê, já acabou o livro. É uma leitura rápida, primeiro porque são poucas páginas, apenas 254. Segundo, pois a escrita de Matthew Quick é muito fluida, muito gostosa de ler, você devora as páginas sem perceber.
            Eu sinceramente adorei a Tifanny, a maneira de ela agir, e a interpretação feita Jennifer Lawrence ficou perfeita. A ironização em suas palavras, a maneira como ela lida com o seu passado e seu jeito de andar caiu como uma luva em Lawrence.
Agora, nada supera a interpretação feita por Bradley Cooper, ele ficou idêntico ao Pat, os momentos de distúrbios, a sua contagem regressiva, a sua mania por exercícios. Nossa, sem palavras para quem dirigiu e produziu o filme, a maior parte ficou fiel ao livro. Entretanto, não gostei muito da mudança que fizeram no concurso de dança e a tal aposta dupla, elas não existiam no livro. Apenas isso me deixou desconfortado no filme, prova disto são os prêmios que os atores estão ganhando pela interpretação, minha nota é dez para os dois, o livro e o filme.
     A diagramação foi bem feita, com margens grandes, não deixando os textos socados nas páginas. A sua fonte é razoável. Seus capítulos são curtos, fazendo assim com que você leia mais rápido.
 “Reli a carta diversas vezes, a noite inteira. Há partes que não quero acreditar que sejam verdade – especialmente a partes sobre eu ter cometido u crime e Nikki ter se divorciado de mim, que são ideias que me dão vontade de bater o punho contra a minha testa. Que tipo de crime me colocaria em tal situação, e quem teria retirado as acusações quando eu me internei em uma unidade de saúde mental?”
Página 166.
Indico este livro para pessoas que gostam de livros extrovertidos, historias bem desenvolvidas ou até mesmo pessoas que leem vários gêneros literários. Recomendo também este livro para quem está começando a entrar no mundo maravilhosa que é a leitura, pois, como já disse, ele é simples, fluido e extrovertido, uma ótima leitura.
“- Nikki... gosta... de... homens... com... peitoral... forte – respondo, pronunciando uma palavra a cada flexão, saboreando as gotas salgadas de suor que escorrem para dentro de minha boca.”
  Página 7.
Esta resenha foi escrita por Luiz Filipi Schveitzer, estudante de quinze anos viciado em livros.